Maringá,

 

 

Economia

  • Exportações maringaenses batem recorde em 2011


 

Apesar da crise europeia e da desaceleração da economia brasileira, Maringá bateu recorde de exportações no ano passado. Em maquinários, commodities, bens de consumo, combustíveis e lubrificantes, a terceira maior cidade do Paraná vendeu a outros países US$ 2,5 bilhões em 2011. Os dados da balança comercial foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O volume de exportações no ano passado superou 2010 em 32%, perfazendo saldo positivo de US$ 2,2 bilhões. "Maringá colaborou muito com o Brasil no aumento das exportações", explica a presidente do Instituto Mercosul, Renata Mestriner. "Em 2011, o Brasil obteve o maior saldo dos últimos 4 anos, totalizando US$ 29,7 bilhões", acrescenta. 

No melhor ano de Maringá na série histórica do Mdic – iniciada em 2000 –, soja, milho, açúcar e álcool corresponderam a 91% do total exportado. "A vantagem de Maringá é exportar produtos que estão sendo muito demandados pelos países emergentes, o que faz com que mesmo em tempos de crise, tenhamos clientes para nossos produtos", diz Renata.

Arquivo DNP

Subproduto de soja em indústria de Maringá; commodity figura na lista de mais procurados pelos parceiros comerciais das empresas da cidade

Em 2011, China e Rússia seguiram entre os principais parceiros comerciais da cidade, mas os destaques foram Egito e Canadá, que na comparação com 2010, elevaram a compra de produtos maringaenses em mais de 640%. Principal parceiro, a China comprou 51,9% a mais no mesmo período. 

Vice-presidente para Assuntos de Comércio Exterior da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), Renata conta que os principais produtos exportados por Maringá estão sofrendo fortes demandas internacionais. "Isso faz com que outros países assumam posições importantes no ranking. Egito e Canadá somente refletem um desejo dos demais países, que é de consumir os produtos brasileiros", explica. 

EXPLICAÇÃO


“A vantagem de Maringá é 
exportar produtos que estão
sendo muito demandados 
pelos países emergentes”

Renata Mestriner
Presidente do Instituto 
Mercosul

Renata usa o boom do açúcar, que corresponde a 28,7% da pauta de exportações, como exemplo. "Com o aumento do preço do açúcar no mercado internacional os produtores passaram a exportá-lo mais e, com isso, houve até quem falasse em imposto de exportação para esse produto, forçando assim a venda no mercado nacional."

De acordo com o relatório do Mdic, também em dezembro a balança comercial do ano passado bateu o mesmo mês de 2010. No último mês de 2011, Maringá exportou US$ 183 milhões, ante US$ 180 milhões em dezembro do ano anterior – um aumento de aproximadamente 1,7%. Apenas em junho, melhor mês para as exportações de Maringá no ano passado – as vendas para fora totalizaram US$ 394 milhões. 

Na avaliação do diretor comercial da BME Trading, Sidnei Feijolli Bispo, a tendência para Maringá este ano é de seguir com as exportações em alta, especialmente se o dólar permanecer entre R$ 1,80 e R$ 1,85. "Empresas que utilizam matéria-prima e equipamentos importados deixam de investir quando o dólar está muito alto. E quando está muito baixo prejudica as exportações. O ideal é ter um ponto de equilíbrio", diz. 


Importações

 

Cloretos de potássio, ureia e pneus para ônibus e caminhões foram os principais itens importados por Maringá. Juntos, os três produtos correspondem a 34% das importações, que totalizaram US$ 372,2 milhões em 2011. Os maiores compradores, China e Rússia, foram também os maiores vendedores. As duas nações venderam a Maringá US$ 162,7 milhões no ano passado.


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