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POLÍTICA
DE ATRAÇÃO DE NOVOS EMPREENDIMENTOS
A Prefeitura do
Município de Maringá, através da Secretaria de Indústria,
Comércio e Turismo apóia a instalação de novos
empreendimentos industriais, atacadistas e de Turismo, através
da Lei nº 4.424/97, entre outros benefícios podemos citar:
-
Gestão
junto aos órgãos competentes com a finalidade de obter,
recursos para execução da rede de água, esgoto, de
energia e telecomunicações;
-
Executar
obras destinadas a dotar as áreas de infra-estrutura
adequadas referentes ao sistema viário;
-
Preparo dos
terrenos destinados à implantação do empreendimento;
-
Desconto de
50% no valor de recolhimento do ITBI dos imóveis destinados
aos empreendimentos;
-
Isenção
de Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU - por 10
anos, as empresas instaladas nas Zonas Industriais e pelo
prazo de 15 anos, as empresas instaladas nas sedes dos
Distritos de Floriano e Iguatemi;
-
Os benefícios
de isenções de IPTU, ITBI e preparo de terrenos estão
carreados também ao turismo;
-
Isenção
do ISSQN sobre a aprovação de projeto de construção ou
de empreendimentos em imóveis beneficiados pelo PRODEM -
Programa de Desenvolvimento Econômico de Maringá;
-
Facilidades
às empresas na aquisição de terrenos;
Início
Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá
BENEFÍCIOS
FISCAIS ESTADUAL
Com o objetivo de
incrementar a geração de emprego e renda, a descentralização
regional e a preservação do meio ambiente, o Estado do Paraná
oferece benefícios fiscais a empresas que
pretendem se instalar em seu território, ou mesmo àquelas que estão
em processo de reativação ou expansão. O Decreto Nº 1464 traduz
essa preocupação e incentiva a atividade produtiva no Estado, com a
seguinte definição: “conceder regime especial à empresa
distribuidora de energia elétrica para postergar, pelo prazo de 24
meses, o recolhimento do ICMS incidente na operação de saída de
energia elétrica com destino à indústria, nova ou em expansão,
para consumo na sua atividade, que venha a se enquadrar no Programa
Bom Emprego.”
Através do Decreto Nº 1465,
foi instituído o Programa Paraná Bom Emprego, destinado à
industrialização, que oferece prazo de 48 meses para dilação de até
90% do ICMS incremental. Além desses, existem outros decretos, a
exemplo do de Nº 1102, que trata da transferência de crédito
acumulado do ICMS, e o de Nº 1246, direcionado especialmente às
microempresas e empresas de pequeno porte.
SEFA - http://www.fazenda.pr.gov.br/raiz/index.asp
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Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá |
Em meados da década de 90,
algumas lideranças empresariais locais tiveram a
percepção de que a economia de Maringá estava perdendo o seu
dinamismo. Maringá é uma cidade pólo de vasta região, 127
municípios e aproximadamente 1,8 milhões de habitantes e possuía
uma economia fundada na atividade industrial, mas significativamente
dependente das atividades primárias. Também a sua função de
prestadora de serviços regionais, apresentava elevado grau de
dependência com a dinâmica do setor primário regional.
Alguma forma de intervenção
era necessária para que a cidade retomasse o seu processo histórico
de desenvolvimento. Nitidamente o modelo primário exportador que era
a base da economia regional e que, portanto, indutor do processo de
crescimento e desenvolvimento local, se mostrava esgotado. Alguns anos
depois foi possível detectar as causas que levaram a economia local
à redução do seu crescimento. É um conjunto de três fatores
econômicos importantes que influenciaram nesse processo.
Primeiro, a combinação da
abertura econômica com conseqüente redução das tarifas de
importação promovida pelo Governo Collor com a efetiva
implementação do Mercosul a partir do Acordo de Ouro Preto, expôs a
falta de competitividade da economia local e regional à concorrência
internacional. Produtos regionais perderam seus mercados para os
concorrentes argentinos, principalmente, facilitados pela eliminação
das tarifas alfandegárias e por uma política de câmbio favorável
aos concorrentes. A produção primária e o processamento industrial
de produtos tais como algodão e trigo praticamente desapareceram da
região. A produção de carne foi fortemente atingida e o seu
processamento deixa de ser realizado. A produção de leite e seus
derivados é imediatamente substituída pela concorrência argentina e
uruguaia. Esses fatos que são exemplificativos refletem diretamente
nas atividades industriais e de serviços de Maringá.
Segundo foi o agravamento
desse quadro provocado pela âncora cambial do Plano Real que submeteu
toda a indústria à competição internacional facilitada pela
apreciação da moeda nacional.
No final da década de 80 e
início da década de 90, inicia-se na região a formação de uma
indústria têxtil e de confecções, conseqüentes da grande
produção regional de algodão e da emergente produção de seda.
Também toda a indústria de confecção, altamente empregadora de
mão-de-obra é altamente atingida pela competição externa com
produção de boa qualidade com preços reduzidos, principalmente pela
valorização do Real.
A percepção concomitante
desse quadro foi fundamental para o rearranjo do sistema produtivo
local. Neste aspecto é mister registrar a visão privilegiada de
algumas lideranças, que entre elas podem ser destacadas, os Senhores
Hélio Costa Curta e Jefferson Nogaroli, presidente e vice-presidente,
respectivamente, da ACIM –Associação Comercial e Empresarial de
Maringá-, o Senhor Carlos Walter Martins Pedro, coordenador regional
da FIEP –Federação das Indústrias do Estado do Paraná-, e do Dr.
Paulo Roberto Pereira de Souza, ex-reitor da UEM e ex-secretário de
Estado do Paraná.
Essas lideranças iniciaram um
processo de discussão e envolvimento de outras lideranças
representativas de entidades empresariais, de classes, políticas, de
clubes de serviços, religiões, de ONGs, de Instituições de Ensino,
com o propósito de buscar, juntos, a definição de um novo caminho
para a Cidade de Maringá.
Dessa ação resultou o
envolvimento de aproximadamente 80 líderes e acabou sendo batizado
como Movimento Repensando Maringá. Este movimento contou com o
suporte técnico do SEBRAE local que organizou e conduziu um grande
workshop com o objetivo de estabelecer uma visão de futuro para a
Cidade, a Maringá 2020, ou seja, estabelecer a cidade desejada para o
futuro.
A partir desse momento, a
sociedade organizada já passava a formar convicção sobre o que
pretendia para a sua Cidade. No entanto, esse esforço de
organização, articulação e de formação de visão de futuro não
poderia constituir-se somente num esforço isolado e que não
provocasse reflexos no processo de desenvolvimento da Cidade. Em
razão disso, a sociedade organizada articulou-se com o poder
político no sentido de se estabelecer instrumentos que fossem capazes
de dar continuidade ao esforço de organização da sociedade e de ver
realizada a cidade imaginada para o futuro.
Chegou-se, então, a
proposição de criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de
Maringá –CODEM-, instituído por Lei Municipal –(nº 4275, de
11/09/96), como órgão do Município, encarregado de propor e fazer
executar políticas de desenvolvimento econômico e com competências
deliberativas e consultivas.
Além disso, entendeu-se,
também, que deveriam ser disponibilizados pelo Município, recursos
que pudessem financiar a elaboração de estudos, projetos e planos de
desenvolvimento, o fomento do desenvolvimento, e o investimento em
infra-estrutura e na formação de capital de empreendimentos. Resulta
daí a criação do FMD –Fundo Municipal de Desenvolvimento
Econômico-, por meio da Lei Municipal nº 4274/96, na mesma data da
criação do CODEM.
O Conselho foi efetivamente
implantado, com a posse de todos os seus membros e eleição de sua
primeira Mesa Diretora, em 15/05/1997.
Os objetivos para a Maringá
2020, bem como as diretrizes de desenvolvimento, são periodicamente
revistos e renovados e se constituem no norte orientador das ações e
da construção das políticas de desenvolvimento pelo CODEM para a
cidade de Maringá.
MARINGÁ
2020
O Movimento Repensando
Maringá, que culminou com a criação do CODEM, definiu a Maringá
esperada para o ano 2020, como esforço de programação de longo
prazo da cidade desejada para o futuro.Essa definição constituiu-se
no norte orientador das ações e da construção de políticas de
desenvolvimento econômico do CODEM.Foram as seguintes principais
definições, por área, para a Maringá de 2020.
1. ÁREA
COMUNITÁRIA
O crescimento da cidade deve
ser planejado de maneira a consolidar-se como cidade de porte médio
com população aproximada de 500.000 habitantes. A qualidade de vida
deve constituir-se no principal objetivo da sociedade, compreendendo
melhor distribuição da renda, elevados padrões de renda,
educação, saúde, saneamento, habitação, comunicação,
transporte, segurança, etc., e o desenvolvimento harmônico do
maringaense em artes, música, filosofia, folclore, literatura,
esporte, lazer e línguas. O planejamento urbano deve
integrar o desenvolvimento humano com a natureza, de maneira a
harmonizar o homem e a natureza. A sociedade civil deve ser organizada
e representativa. Maringá deve constituir-se no local onde o ser
humano possa ser plenamente feliz com a sua dignidade respeitada num
ambiente de plena liberdade.
2. ÁREA UNIVERSITÁRIA
Transformar Maringá em centro
de excelência de desenvolvimento científico e tecnológico e de
formação universitária. As demandas, necessidades e/ou
deficiências regionais devem ser objeto de profunda investigação e
domínio no sentido de identificar os meios de atendê-las ou
superá-las. A formação empreendedora deve se constituir em matéria
curricular dos ensinos superior e médio.
3. ÁREA
DE INTEGRAÇÃO TECNOLÓGICA
O crescimento econômico deve
ter como fim último o desenvolvimento social e o seu processo
contínuo deve buscar sustentabilidade com controle e preservação
ambiental. Portanto, o que se pretende é que a cidade se torne um
centro avançado de integração tecnológica, com capacidade para
desenvolver e aprimorar produtos e serviços.
4. ÁREA
DE INVESTIMENTOS
As oportunidades de negócios
devem ser criadas para o aproveitamento dos vazios setoriais e para o
alongamento da cadeia produtiva, privilegiando a agroindústria, as
atividades de alta agregação de valor e intensivas de tecnologia. Os
investimentos em turismo e lazer devem merecer atenção especial.
5. ÁREA
DE AGRICULTURA E AGROINDÚSTRIA
Consolidar Maringá como pólo
agroalimentar de base tecnológica, com agricultura empresarial forte,
diversificada e internacionalmente competitiva.
6. ÁREA DE COMÉRCIO E SERVIÇOS
Aperfeiçoar a vocação de
centro prestador de serviços, consolidando a cidade como pólo de
excelência de serviços de educação e de saúde e aperfeiçoa-la na
realização de eventos e nas atividades de turismo, lazer, artes,
arquitetura e urbanismo e gastronomia, entre outras.
7. ÁREA DE COMÉRCIO EXTERIOR
Atribuir à cidade a função
de centro internacional de comércio, com a constituição de um
portal do Brasil e do Resto do Mundo para o MERCOSUL.
8. ÁREA DE GESTÃO EMPRESARIAL
Caracterizar Maringá como um
centro de formação e treinamento de recursos humanos para diversas
áreas da produção e da gestão industrial e de serviços, mediante
a instalação de Centro de Tecnologia Industrial, de Incubadoras
Tecnológicas e um Centro de Empreendedorismo, visando a
consolidação de uma Tecnópolis. O objetivo é o de alcançar modelo
econômico sustentável, com atividades de grande agregação de valor
que proporcionem elevados níveis de emprego e renda à população
local
Fonte: CODEM - Conselho de Desenvolvimento
Econômico de Maringá
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