Maringá, Coração Verde do Brasil

A preocupação ecológica para com a cidade foi retratada pelo arquiteto Jorge Macedo Vieira, com o desenho de três áreas ecológicas localizadas no perímetro urbano, duas delas propositadamente desenhadas na forma de (*)pulmão que são:

1-     (*) Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes;

2-     (*) Bosque Tupinambá ou Bosque Dois

3-         Parque do Ingá.  

Além desses, a cidade conta com mais 14 bosques, totalizando 17, com mais de 100 alqueires de matas  nativas que, somadas as milhares de árvores em suas ruas, praças e avenidas, proporcionam 26.65m²  de área verde por habitante. Daí sua designação de CIDADE VERDE.  

  Esse projeto ficou pronto em 1947 e em 1949 a Companhia Melhoramentos, convidou o renomado paisagista Dr. Luiz Teixeira Mendes, para arborizar Maringá.

Dr. Luiz, agrônomo aposentado, profundo conhecedor de Botânica e Silvicultura, com larga experiência no ramo, não precisou colocar no papel suas idéias, ou fazer um projeto prévio. Para isso, valeu-se apenas de seus conhecimentos, adequando a cada avenida, rua e praça um tipo de essência, de acordo com a largura das mesmas e o porte da espécie.

E assim, hoje temos uma diversificada vegetação em nossa cidade, oferecendo um espetáculo colorido, cada qual florescendo ao seu tempo. Atualmente estão plantadas cerca de 80.000 (oitenta mil) árvores, divididas em 80 (oitenta) espécies tais como:  

Acácia – (Acácia cultriformis) 

  Praça 7 de setembro   

Quaresmeira – (Tibouchina granulosa)  

Praça Manoel Ribas, Rua Primo Monteschio, Av. Cidade Leiria

Paineira – (Chorisia speciosa)              

Av. Tamandaré  

 Ipê Roxo – (Tabebuia avellanedae) 

Av. Brasil

  Ipê Amarelo – (Tabebuia chrysotricha)

Av. Paissandu  

 Pata de Vaca – (Bauhinia variegata)

Av. Dr. Gastão Vidigal  

Flamboyant – (Delonix régia) 

Av. Cerro Azul e Av. Tiradentes  

 Jacarandá Mimoso – (Jacaranda mimisaefolia)

Av. Duque de Caxias e 

Av. Juscelino Kubitscheck

Tamareira do Oriente – (Phoenix dactylifera)

Av. Duque de Caxias  

Acácia Imperial – (Cassia Ferruginea)

Av. Anchieta  

Palmeira Imperial – (Roystonea oleracea) 

     Av. XV de Novembro, Av. Paraná e  Av. Getúlio Vargas (nesta o plantio foi efetuado por ocasião da inauguração do Cine Maringá, hoje Igreja Universal do Reino de Deus)

   Figueira Branca – (Ficus guaranitica) 

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes  

Alecrim – (Holocalyx balansae) 

Rua Néo Alves Martins  

  Sipipiruna – (Caesalpina peltophoroides)

Av. Antonio Carlos de Held  

Espatódea – (Espathodea campanulata)

Rua Antonio Carniel  

  Cedro, Tipuanas, Pau-d’alho, Manduirana e outros.  

O plantio das Palmeiras Imperiais, na Av. Getúlio Vargas, foi feito em 1952, quando da inauguração do Cine Maringá.

Desde o início da Colonização da cidade, a grande preocupação da Cia Melhoramento Norte do Paraná, era com relação à arborização da mesma e preservação de reservas florestais, tais como o Parque do Ingá (Bosque I) e Bosque Tupinambá (Bosque II), num total de 1.067.700m2 (um milhão, sessenta e sete mil e setecentos metros quadrados) de vegetação nativa.. Tal preocupação levou a Companhia a contratar os serviços do paisagista Dr. Luiz Teixeira Mendes, que aqui permaneceu de 1949 a 1954. Em 1952, a Companhia, contratou o agrônomo Dr. Aníbal Bianchini da Rocha, que passou  auxiliar o Dr. Luiz.

Durante muitos anos a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná se encarregou da arborização da cidade. As mudas foram adquiridas da Secretaria de Agricultura de São Paulo, da Escola Superior de Piracicaba e do Instituto Agronômico de Campinas, sendo cuidadosamente examinadas por dois técnicos, que primavam pela  qualidade das mesmas.

A Companhia se encarregava da compra das mudas, do seu plantio, de sua rega, feita com seu caminhão tanque e até os gradils para protegê-las eram feitos na serraria da própria Empresa. Todo esse serviço, oferecido gratuitamente pela CMNP ficava a cargo de uma equipe de funcionários, sob a orientação técnica do Dr. Luiz e posteriormente do Dr. Aníbal.

Durante a 1ª gestão do Dr. João Paulino, a medida em que a Prefeitura ia se estruturando, essa responsabilidade passou para uma equipe de funcionários, formando, assim, um departamento de parques e jardins, ficando só a orientação técnica a cargo da CMNP.

O crescimento da cidade foi tornando os viveiros do Horto Florestal, insuficientes para atender a demanda e a Prefeitura, então, passou a comprar mudas de outros locais para a formação e manutenção de seu próprio viveiro.

Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo