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Maringá, Coração Verde do Brasil
A preocupação
ecológica para com a cidade foi retratada pelo arquiteto Jorge Macedo
Vieira, com o desenho de três áreas ecológicas localizadas no perímetro
urbano, duas delas propositadamente desenhadas na forma de (*)pulmão que
são:
1-
(*) Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes;
2-
(*) Bosque Tupinambá ou Bosque Dois
3-
Parque
do Ingá.
Além desses, a
cidade conta com mais 14 bosques, totalizando 17, com
Esse
projeto ficou pronto em 1947 e em 1949 a Companhia Melhoramentos, convidou
o renomado paisagista Dr. Luiz Teixeira Mendes, para arborizar Maringá.
Dr. Luiz, agrônomo aposentado, profundo
conhecedor de Botânica e Silvicultura, com larga experiência no ramo, não
precisou colocar no papel suas idéias, ou fazer um projeto prévio. Para
isso, valeu-se apenas de seus conhecimentos, adequando a cada avenida, rua
e praça um tipo de essência, de acordo com a largura das mesmas e o
porte da espécie.
E assim, hoje temos uma diversificada vegetação em
nossa cidade, oferecendo um espetáculo colorido, cada qual florescendo ao
seu tempo. Atualmente estão plantadas cerca de 80.000 (oitenta mil) árvores,
divididas em 80 (oitenta) espécies tais como:
O plantio das Palmeiras Imperiais, na Av. Getúlio
Vargas, foi feito em 1952, quando da inauguração do Cine Maringá.
Desde o início da Colonização da cidade, a grande
preocupação da Cia Melhoramento Norte do Paraná, era com relação à
arborização da mesma e preservação de reservas florestais, tais como o
Parque do Ingá (Bosque I) e Bosque Tupinambá (Bosque II), num total de
1.067.700m2 (um milhão, sessenta e sete mil e setecentos
metros quadrados) de vegetação nativa.. Tal preocupação levou a
Companhia a contratar os serviços do paisagista Dr. Luiz Teixeira Mendes,
que aqui permaneceu de 1949 a 1954. Em 1952, a Companhia, contratou o agrônomo
Dr. Aníbal Bianchini da Rocha, que passou
auxiliar o Dr. Luiz.
Durante muitos anos a Companhia Melhoramentos Norte
do Paraná se encarregou da arborização da cidade. As mudas foram
adquiridas da Secretaria de Agricultura de São Paulo, da Escola Superior
de Piracicaba e do Instituto Agronômico de Campinas, sendo cuidadosamente
examinadas por dois técnicos, que primavam pela
qualidade das mesmas.
A Companhia se encarregava da compra das mudas, do
seu plantio, de sua rega, feita com seu caminhão tanque e até os gradils
para protegê-las eram feitos na serraria da própria Empresa. Todo esse
serviço, oferecido gratuitamente pela CMNP ficava a cargo de uma equipe
de funcionários, sob a orientação técnica do Dr. Luiz e posteriormente
do Dr. Aníbal.
Durante a 1ª gestão do Dr. João Paulino, a medida
em que a Prefeitura ia se estruturando, essa responsabilidade passou para
uma equipe de funcionários, formando, assim, um departamento de parques e
jardins, ficando só a orientação técnica a cargo da CMNP.
O crescimento da cidade foi tornando os viveiros do
Horto Florestal, insuficientes para atender a demanda e a Prefeitura, então,
passou a comprar mudas de outros locais para a formação e manutenção
de seu próprio viveiro. Fonte: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo |
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